quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Gramado, Canela e arredores / RS

Tempo de Viagem: 8 dias
Período: 14/07 à 22/07/2014
Hospedagem: AirBnB, flat.
Modo de Viagem: Avião, TAM.
Escalas: Ribeirão Preto/SP -> São Paulo/SP -> Porto Alegre/RS -> Gramado

A Ida:
A viagem de avião foi minha primeira e confesso que fiquei ansioso e muito curioso a respeito. A experiencia se mostrou muito divertida, destaque para os momentos de decolagem e aterrissagem.



Roteiro:

Dia 1

Depois de desembarcarmos em Porto Alegre/RS, fomos pegar o carro que tinha deixado reservado. Aluguei na capital sim, pois os preços das locadoras em Gramado eram muito mais altos, e mesmo que tivesse alugado lá, teria que ir de ônibus pela empresa Citral até meu destino, com um custo de R$ 33,00 por pessoa. Duas passagens já me daria a diária do carro.

Da capital gaúcha até Gramado exitem duas opções para ir: ou vai pela Rota Romântica na RS 116 ou vai pela 116 até Novo Hamburgo, entra na 239 sentido Taquara e lá pega a 115 até Gramado. Optamos pela rota sentido Taquara depois de ouvir várias sugestões. Na época que fomos, as hortênsias já estavam queimadas do inverno, logo o caminho não estava tão bonito quanto na época florida, e segundo informações, a serra é mais ingrime e sinuosa por esta rota.

Ambos trajetos são em sua maioria pista simples com alguns trechos com faixa adicional de subida. Velocidade também é controlada em todo trajeto, com várias lombadas eletrônicas e radares, ficando entre 50 km/h em trechos urbanos e 80 km/h na rodovia.

Fizemos uma parada no Platinium Outlet em Novo Hamburgo. Lá existem várias lojas e com preços muito baratos, como o caso da Pólo com camisetas e pólos na faixa de R$ 30,00; e uma loja multi marca chamada We Like Fashion para as mulheres, com marcas como Top Shop e Zara com preços muito mais baratos do que os praticados em Ribeirão Preto.




Chegamos em Gramado e deixamos este dia livre, para conhecer a cidade. A chegada sempre envolve se estabelecer, desfazer as malas, por isso não definimos nenhum passeio especial para o primeiro dia.
Depois de deixar tudo no Flat, saímos a explorar a cidade. Acabamos passando pela Rua Coberta, pelo Palácios dos Festivais e as lojas de chocolate. Durante o passeio a pé, recebemos várias indicações de onde comer e acabamos ganhando um roteiro gastronômico com alguns cupons que davam 50% de desconto na conta final em vários restaurantes. 

Na Rua Coberta (Rua Madre Verônica), existem vários restaurantes e lojas. Como o próprio nome já diz, é uma rua que foi coberta. Em todos os dias que estivemos lá, sempre tinham muitas pessoas circulando por ali. Vale a pena dar uma conferida, pois é um dos pontos turísticos da cidade.

O Palácio dos Festivais não conheci por dentro, apenas passei em frente. Lá é onde ocorre o festival de Cinema de Gramado no mês de junho.

Chocolate lá é o que não falta, existem diversas fábricas de chocolates regionais e cada uma com um chocolate mais gostoso que a anterior. Vale a pena dar uma conferida em todas: Caracol, Prawer, Chocolates Gramadenses e Florybal. Nestas casas, você encontra de trufas à a barras, com uma variedade incrível de sabores: ao leite; meio amargo; branco; crocante; de licores; eucalipto, frutas diversas como morango, maracujá, limão siciliano, entre outras.

Dia 2

No segundo dia visitamos o Lago Negro, um parque com muito verde e um lago onde pode-se andar de pedalinho em forma d cisne caso estejam em até duas pessoas ou um navio pirata para famílias.



Perto do lago negro tem um lugar chamado Alemanha Encantada. O lugar é todo característico e gratuito para visitação. No fim tem uma loja com suvenires caso desejar comprar algo de lembrança.



Também rodamos a Avenidas das Hortênsias, que liga Gramado a cidade de Canela. São 7 km de uma cidade à outra, com diversos pontos turísticos. Nessa avenida estão o Museu dos Super Carros, onde podem ser vistos carros possantes, como BMW, Camaro, Ferrari, Audi, entre outros. Quem quiser deverá pagar uma taxa para entrar no museu e ver os carros por trás das cordas de proteção, ou para os mais ousados é possível dar uma volta neles. O preço varia de carro para carro, mas em média são R$ 200,00 para andar como carona e o piloto é um funcionário da loja; R$ 590 para de fato dirigir uma máquina em um trecho de 5km e R$ 900 para um trecho de 8km. o proprietário do flat que aluguei me disse que guiar não compensa, pois os carros tem um limitador de velocidade que não permite que se passe dos 80km/h. Sinceramente? 80km/h fiz no golzinho 1.0 que aluguei durante a estadia em gramado.



Existem outros museus que podem ser visto lá também. Tudo do mesmo dono segundo o  guia que conhecemos lá. E como o anterior, também paga-se para entrar em cada um deles. São eles Hollywood Dream Cars, de carros antigos; o Dreamland, museu de cera que possui personalidades feitas em cera em tamanho real como Avatar, Michael Jackson, Ben Stiller, entre outros; e o Harley Moto Show, para os vidrados em motos.


Neste dia almoçamos em uma cafeteria chamada Café com Leite, próxima aos correios. Lá é servido cafés, lanches e até pratos executivos.

Passamos em frente cada um deles, com paradas pra conhecer, contudo não entramos em nenhum. Ai vai de gosto. Preferimos explorar muito mais o lado aventura do que museus.

Mais no centro de Gramado, vistamos a rodoviária e bem próxima a ela a Casa do Colono. Esta última vale a visita. Lá você encontrará sucos, queijos, geleias, doces e salgados típicos da região.



Dia 3

No terceiro dia fomos a Canela. 7 km através da Avenida das Hortênsias. No caminho paramos no mirante Beveldere para apreciar a vista do Vale do Quilombo.



Canela é um pouco maior que Gramado e possui mais habitantes também. Diferente de Gramado, Canela se apresenta mais como uma cidade grande do que uma cidade turística. Em Gramado, existe uma rua para as escolas, uma para serviços tipo bancos, correios e comércios menores e uma principal onde estão a maioria das lojas e restaurantes.

Após o mirante, nos deparamos com outro parque no caminho: Parque Municipal do Pinheiro Grosso. Praticamente uma floresta, vale a pena dar uma conferida. É muito barato pra entrar, e lá pode-se ver diversas plantas e árvores com muitos anos. Destaque fica para uma araucária de 700 anos que dá nome ao parque. Possui 42m de altura e são necessários cerca de 12 pessoas para circundar sua base.






Conhecemos a Igreja Matriz, também conhecida como Catedral de Pedra, apesar de não ser qualificada como uma catedral. A Igreja em si é enorme do lado de fora, e não muito diferente das outras do lado de dentro, considerada até pequena. Recebeu esse apelido carinhoso, pois após sua construção na década de 50 foi revestida com pedra do lado de fora.



Dali seguimos para parque estatual do Caracol. Um lugar fantástico, muito verde, muito espaço para caminhar e conhecer. Neste parque existe uma cachoeira linda. É possível vê-la  de um ponto do parque, contudo se topar descer 730 degraus conseguirá uma vista muito melhor e bem mais perto. Isso mesmo. 730 degraus para atingir um desnível de 131 metros aproximadamente, o equivalente a um prédio de 44 andares.
Descer nem é tão difícil e ao chegar embaixo somos recompensados pela cachoeira. Difícil é subir depois.




Depois de praticamente uma escalada pela escada, paramos para comer algo no próprio parque. Lá tem um suco de uva delicioso, aliás, acabamos tomando suco de uva em vários lugares que fomos, devido a grande quantidade de vinícolas próximas. Vale a pena experimentar.

Depois de muitos degraus fomos conhecer o Castelinho Caracol ali nas proximidades. O lugar é conhecido pelo melhor apfelstrudel da região. É uma torta de maçã folheada, receita típica alemã feita na casa onde moravam imigrantes que vieram para aquela região. O doce é produzido em um fogão à lenha alemão importado de 1915 ainda em funcionamento e demora 4h para ficar pronto. Com os miolos das maçãs que não são utilizados no doce, é feito um chá, também muito gostoso.





Tivemos que experimentar o doce, depois de tantas recomendações, e por mais que eu fale bem dele aqui não conseguirei expressar o quanto é gostoso. Custa R$ 18,00 a porção servida com nata, e R$ 19,00 com sorvete de creme. Experimentamos ambos, e ambos são perfeitos, eu já preferi com nata enquanto a patroa gostou do com sorvete.

Neste dia ainda fomos ao Alpen Park, um parque de diversão local. Com poucas atrações e um preço meio salgado, demos azar e pegamos a montanha russa em manutenção. Fomos apenas em duas atrações, no trenó, que se vai em duas pessoas ou sozinho, descendo por um trilho no meio na mata a no máximo 40 km/h; e eu fui na tirolesa, que vai também pela mata, porém por cima. Ambos valem a pena, recomendo.




A noite utilizamos um cupom recebido do Roteiro Gastronômico e fomos comer algo bem típico da região: Galeto ao Primo Canto, no Galeto Mamma Mia. Lá fomos servidos com uma sopa de cappelletti deliciosa, antes do prato principal: Galeto ao Primo Canto.

O Galeto ao Primo Canto é um prato tradicional da culinária gaúcha. Chega a ser considerado um dos três principais pratos do Rio Grande do Sul, juntamente com o arroz de carreteiro e o churrasco. O frango jovem (aproximadamente 25 dias) é assado sobre a brasa e comumente servido em uma farta mesa com polenta frita, salada mista (azeitonas, batatas, cenouras, etc ), salada verde com bacon e massa. A massa aqui é a vontade, pode escolher qual quiser dentre as opções com molhos quantas vezes quiser.


Dia 4

Existem alguns passeios que se podem fazer, estando em Gramado, Canela ou ali pela região e diversas empresas que organizam estes passeios. Quando passamos pela Alemanha Encantada, encontramos um ônibus da empresa Jardineira das Hortênsias. Depois de um atendimento super bem feito, e de vários contatos telefônicos com outras empresas, descobrimos que ela era a mais barata.

Deixamos então para o quarto dia o passeio até o Itaimbezinho, que são os cânions em Cabará do Sul. Foram nos buscar no flat, com um guia super instruído e atencioso, e seguimos para o passeio. Cerca de 120 km de Gramado, e depois mais 18 km de estrada de chão chegamos ao parque onde estão os cânions. Este passeio só se faz em dias que não chove e não tem neblina, pois do contrário não é possível ver muita coisa, e com no mínimo 6 pessoas. Lá são duas trilhas uma com 6 km (ida e volta) chamada trilha longa e uma menor com 1.5 km chamada, pasmem vocês, trilha curta.

O passeio dura quase todo o dia, e a vista é simplesmente fantástica. Tanto ida quanto na volta o guia para para lanche em uma lanchonete chamada Tainhas.




A noite passamos pela Floryball e fomos jantar na Caracol Gourmet. Lá pedimos um creme de queijo servido no pão Italiano que se mostrou muito gostoso, recomendo.

Dia 5

Neste dia, fomos em outro passeio organizado pela Jardineira das Hortênsias: Passeio da Uva e Vinho. Como no dia anterior, foram nos buscar em casa e dali seguimos com um grupo para a cidade de Carlos Barbosa.

Chegando em Carlos Barbosa, fomos até a Tramontina. Os preços dali realmente são mais baratos que qualquer outro lugar, isso sem contar os 20% de desconto em todas as peças que conseguimos por conta de uma época promocional deles.

Depois de comprar uns 5 kg em panelas e utensílios, nos perguntamos como fazer pra levar isso no avião. A própria Tramontina já tem a solução. Para compras acima de R$ 2000,00 o frete é por conta deles para qualquer lugar do Brasil e abaixo desse valor frete por conta do cliente a consultar. Pra nós foi vantagem pois o valor do frete era muito menor que os descontos que conseguimos para despachar nosso produtos. Também perguntei a moça do caixa, o prazo para chegar os itens, e fui informado que demoraria 10 dias úteis. Dois dias após, recebo a confirmação de entrega das mercadorias. Chegou em Ribeirão Preto antes mesmo que eu.

Depois das compras, seguimos para a estação de trem de Carlos Barbosa. Ali tomamos o trem com destino a Bento Gonçalves. O passeio é muito gostoso e demora 1h30. Durante a viagem, uma moça fornece informações  sobre a região e curiosidades do passeio.








Algumas atrações que acontecem durante o passeio também vale mencionar. Primeiro entra um italiano com sua sanfona explicando e tocando de onde veio a musica Tarantella. Depois dele um casal com um stand up do cara falando mal da sogra, divertidíssimo. Depois um par de gaúchos com música típica e por fim  entram vários senhores e senhoras tirando todos do vagão para dançar as musicas dos imigrantes da região.

O passeio faz uma parada em Garibaldi, onde há degustação de vinhos, espumantes e sucos dali. O mesmo acontece em Bento Gonçalves. Lá no entanto é a parada final. Descemos, fomos almoçar em um restaurante "a quilo" como eles chamam por lá, chamado Bene Mangiare. Comida muito saborosa, muita diversidade, preço justo e sobremesa a vontade.




Do restaurante, seguimos para a Vinícola Miolo, onde um famoso narrador esportivo (com sua característica maneira de pronunciar a letra R) detém ações e até vinhos com seu nome.  A visita custa R$ 15,00 e metade desse valor é revertido em desconto na loja.

Lá fomos recepcionados por um enólogo que mostrou somente as áreas de armazenamento dos vinhos e espumantes antes de nos levar para o mini-curso.

No mini curso, pudemos experimentar alguns vinhos e espumantes com as explicações do enólogo sobre cada um.

Na saída passamos pela loja para aproveitas os descontos recebidos e trouxe um vinho. Para as meninas existem alguns cremes a base de uva que dizem ser muito bons.



Dali seguimos para outra vinícola, essa com um porte muito menor, chamada Cantina Strappazzon e lá fomos recebidos por uma das donas. Após um contato muito mais humano e caloroso, pudemos experimentar frios, como salames, copas e queijos; vinhos secos e suaves; tintos e brancos; a grappa , uma pinga muito digestiva a base de uva; um licor chamado Amareto feito através da grappa e da semente do pêssego e um suco de uva que nunca tomei sequer algum parecido. O guia nos informou sobre o suco e sua fama (muito justa) de ser o melhor de toda a região.



Dali, voltamos de van para Gramado.

A noite voltamos ao Caracol Gourmet para utilizar mais um cupom do roteiro gastronômico, e pedimos um lanche.

Dia 6

Algo que se vê muito em Gramado, além de chocolates, são lugares para tomar café da manhã colonial. Existem diversas casas que oferecem esse serviço e em sua maioria abrem às 10h e funcionam até mais ou menos às 20h.

Neste dia resolvemos ir ao Bella Vista Café Colonial. Lugar grande e depois de ver alguns vídeos sobre eles antes de embarcar, a curiosidade falou mais alto.

Pra quem não conhece, sugiro que vá ao menos uma vez experimentar. Lá é servido: vinho tinto e branco; suco de uva; leite; café; chocolate quente; bolos; rocamboles; tortas de frios, frios como copa, salame, morcela branca e preta, etc; salgadinhos como pastel, enroladinhos, bolinhas de queijo, croquetes, etc; vários tipos de pães; geleias; polenta frita; linguiça cozida; frango empanado; além de uma pista que pode se servir. Confesso que depois que o garçom trouxe tudo isso de uma única vez, não tive muito ânimo pra ver o que tinha na pista. Sim, tudo isso no café da manhã. Neste dia não almoçamos.

O preço também justifica, R$ 127,60 o casal.



Depois de alimentados, e muito bem alimentados, seguimos para o Gramado Zoo. Neste zoo, há somente espécies da fauna da região, portanto não vá esperando encontrar leões, elefantes, girafas e gorilas.

Como fomos durante a tarde, alguns bichos de hábitos noturnos não pudemos ver, como o Lobo Guará. Contudo pudemos ver a onça negra, a pintada, vários macacos, patos, mutuns, gatos selvagens, garças, jacarés, cobras entre outros.

O que merece de fato um parágrafo exclusivo é a primeira parte do zoo, a área das aves. Diferente de outros zoos que já fui, neste você entra no viveiro delas, e ainda ouve a recomendação "Os animais aqui presentes são selvagens e não treinados, portanto não tente tocá-los para sua própria segurança". Ali pude ver araras azuis, vermelhas, amarelas; tucanos, periquitos; maritacas; etc.; tudo ao alcance das mãos. Ganhamos até alguns rasantes na cabeça das araras e tucanos.

Foto de uma Arara Vermelha sem zoom.


Depois do zoo, nos dirigimos ao Parque das Lavandas, chamado de Le Jardin. De tudo que visitamos, de longe este é o lugar mais bonito. A área verde e toda a vegetação ali existente contribui e muito pra isso. Ainda aprendemos um pouco mais sobre cães no lugar. Encontrei ali um Samoieda branco, chamado Apollo, chará do meu rottweiler, e uma placa: "Somos amistosos e adoramos carinho".






Descobri que a raça vem do norte da Rússia e suas características são pelagem dupla, por isso tão macio; rabo curvo e nas cores branco ou creme. Bom, não preciso dizer que passamos mais tempo ali do que em todo resto do parque.

Visitamos também as estufas que eles possuem lá, com várias mudas de diversas plantas, destaque para o cactus fantasma.

Na saída, visitamos a lojinha do parque com vários produtos a base de lavanda, trouxemos alguns sabonetes, cremes e um muda, a mais adaptada ao calor, segundo a moça da loja.

Dia 7

O sétimo dia foi meio livre, pois já tinhamos visitado muitos lugares, e por isso o passeio ficou restrito a algumas lojas em Gramado e pontos turísticos da cidade. Vale a pena conhecer: a Estação Gramado 2014,  Lago Joaquina Rita Bier, Mãos do Mundo e Vasa da Velha Bruxa

Na estação, destaque para os pães feitos na hora com os mais diversos recheios e as cucas também muito saborosas.

A noite comemos em um restaurante muito bom: Mamma Pasta. Macarrão dos mais diversos tipos e com os mais variados molhos. Pra quem gosta da boa culinária italiana, vale a pena visitar o local. Não é muito barato, mas está incluso no roteiro gastronômico que citei acima.

Dia 8

Esse dia foi o que menos visitamos. Por quê? A resposta é simples: SnowLand! Você gosta de fila? Esse é o lugar!




Chegamos no maldito local as 9h (horário de abertura). Ficamos quase 2h na fila pra conseguir comprar o maldito ingresso que não é barato: R$89,00 por pessoa com direito a 2h na neve. Com 1h de fila, passa a atendente deles informando que as aulas que eles oferecem  de ski e snowboard (pagas outra fortuna a parte) estavam esgotadas.

Quando conseguimos entrar, o ingresso da direito a 30min de patinação no gelo. Você caro leitor, tem alguma experiencia com patins ou roller? Não? Então nem perca seu tempo. É muito liso e muito difícil, sem contar a dor nos pés que dá.

Esses 30min não são bem dados, e sim algo pra te manter entertido durante a espera pra entrar na montanha. Nosso caso foram 3h. Na montanha é o seguinte: entram um número fixo de pessoas e estas tem direito a 2h lá dentro. Na entrada eles fornecem uma pulseira que conta seu tempo na montanha. O detalhe é, só entram novas pessoas quando algumas saem, e caso a pessoa do lado de dentro resolva ficar mais de duas horas, será cobrado um valor a parte por cada minuto que ela permanecer lá dentro.

Bom, quando chamaram nossa senha no painel eletrônico, achei que fossemos entrar. Bem, foi quase. Na segunda ala do parque vc deve pegar uma fila pra pegar o capacete, outra pra pegar a calça, mais uma pra pegar a blusa e uma quarta pra pegar as botas, meias e luvas.

Sei lá quanto tempo mais gastamos nesse lugar com tudo isso de filas.

Por fim conseguimos entrar na montanha, andar na neve, visitar alguns animais pré históricos e articulados e a unica atração que o passaporte dá direito é descer com uma bóia a montanha de neve. Advinha o que encontramos na subida da montnha? EXATO!!! OUTRA FILA!!!

Pra terem ideia, com as 2h lá dentro conseguimos andar em tudo, o que acredito que fizemos em menos de 20min, e descer DUAS vezes na montanha.


Comida também é um absurdo lá dentro e nem é tão boa pra justificar o preço. Nem em estádios se pratica os preços que existe lá dentro.

Resumo? Nesse dia almoçamos mal, ficamos N horas em pé pra descer duas vezes uma montanha em uma bóia e gastamos uns R$ 300 reais em duas pessoas.

Adora fila? Não tem o menor apreço pelo seu rico dinheiro? Lá é o lugar que deve visitar!
Da próxima vez uso essa quantia como parcela de um lugar que tenha neve de verdade.

A noite pra compensar o fiasco do dia, fomos a uma churrascaria típica da região chamada Chama de Fogo. Carnes excelentes e cortes que não temos em São Paulo,  cervejas artesanais e um atendimento fora de série. Recomendo a todos.


Dia 9

O dia de ir embora nem sempre é o mais triste. Tivemos um ótimo passeio aproveitamos muita coisa e conhecemos um pouquinho da cultura do Sul e de seus imigrantes que a construíram. Na volta paramos novamente em Novo Hamburgo para visitar o Outlet e comprar mais coisas, almoçamos no Viena dentro do próprio aeroporto embarcamos no avião de volta pra casa.

Ainda quero voltar pra Gramado na época do Natal. Todos os moradores locais disseram que é sensacional.